terça-feira, 31 de julho de 2018

Detentor


Se não fosse a voz do silêncio
Para seu amor não seria atento
Eu detesto esta minha solidão
Que é regada em qualquer estação

Se não fosse a verdade das minhas mentiras
A saudade não passaria de suas intrigas
Eu fui um tolo que se envenenou
Pelo amor daquela que um dia amou

Se não fosse as rimas que colho da tristeza

Os meu versos seriam apenas fraquezas
De um homem que se diz solitário
E faz da multidão o seu mórbido calvário...  




Por Saulo Prado

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Voz do além




É tão fácil se julgar  superior
Quando não sabemos a verdadeira essência do valor
Alguns tolos se iludem no quesito material
Outros apenas se envenenam no que fingem ser espiritual

Mas a verdade; é que  a verdade esta muito longe
O que acreditamos ser o certo; é apenas o que nos consomem
Somos todos muito pequenos
Um medíocre protótipo  de Deus; o verdadeiro extremo

Enquanto isso, temos apenas que entender o equilíbrio
É o mais e o menos; que gera a insensatez do conflito
Por isso não existe logica nesta equação
E também não é necessário buscar uma rima para o refrão
Pois, quando a mensagem é “psicografada”
Ela é apenas o roteiro desta nossa incógnita  estrada...

Por Saulo Prado


Sala



Dentro deste silêncio
Em uma sala vazia de um escritório
Existe um estridente eco
De um grito quase notório

Dentro desta pequena grande alma
Em um espaço repleto de lacunas
Existe uma tola solidão
De um homem que se afoga em calma

Dentro do barulho estrondoso, de mais um dia
Envolto na luz negra da sombra daquela guria
Existe mais um sofrido coração
Vítima do amor; e suas covardias... 


Por Saulo Prado

Meu País


Como água mole em pedra dura
A dor é a interjeição que cura
Sofrimento de um tempo de crise
Onde a corrupção não passa de reprise

Momento duro para uma nação
Onde a riqueza brota do chão
No horizonte um futuro inserto
Para um povo que parece desperto

O Brasil o país do futuro
Vive mais um momento inseguro
Enquanto espera o salvador da pátria
Os políticos se alimentam da nossa velha  dissimetria...

Por Saulo Prado


sexta-feira, 20 de julho de 2018

“Fim de Noite”



A cerveja esta acabando
Meu coração esta  chorando de saúde de você
Eu tô de mal do silêncio                                              
Estou andando contra vento
E vivo  tentando te esquecer
Mas a saudade judia
E aquela música é covardia
Desta forma, a solidão vai me vencer
Eu sou fruto deste amor
E da beleza não se colhe dor
Por isso, por favor, me ensina a não te querer...

Por Saulo Prado

sábado, 14 de julho de 2018

Eurídece



Como poesia apagada
Ou pegadas que não ficaram na estrada
Você seguiu a sua direção
Só deixando marcas em meu coração

Como sorvete que derreteu
Ou o livro favorito que se perdeu
Você encontrou outro alguém
Deixando-me na estação, aguardando outro trem

Como começo que não teve fim
Ou metades inteiras de mim
Você não sabe o que destruiu
Só o amor que um dia Orfeu construiu...

Por Saulo Prado

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

VEREDICTUM (ou talvez plágio)




Como um bom sentenciado
eu cumpro essa lei
E revisto o passado
 para entender o que sei
São nas minhas pegadas
que eu encontro o destino
E ele é triturado
pela incerteza da minha libido

E na dança do caos
eu entendo a causa e o efeito
Já que os meus acertos
se constrói na base dos defeitos
E são nestas duras e cruéis premissas
 que eu me calo
Pois quem é que sou, para decifra o certo e o errado?

Mas nem duto são dogmas,
desta incógnita religião
O tempo é incerto,
assim como o som da canção
Por isso o mistério faz parte,
desta nossa equação

Onde o futuro e o passado, AGORA  são apenas uma ilusão.... 



quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018


“Eu não vou desistir diante de mim todos os problemas irão ter que cair.”

Por Saulo Prado

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Empecilho


.
Navegando no silêncio eu esqueço o vazio
O nada que vem e vai antes e depois do cio
O medo da chuva a vontade de chorar
O riso bobo e a busca de um motivo para acreditar
.
De repente tudo é exposto nestas palavras
A visão de um cego que conhece as curvas da estrada
Mentiras, relatos de um pseudo sonhador
Um artista que dança no baile a valsa da dor
.
E assim no destino cruel destas letras
Eu escrevo em relevo todas as minhas neuras
E como um músico que perdeu o seu som
Eu grito ao mundo o silêncio profundo do meu dom...
.

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails