terça-feira, 31 de julho de 2018

Detentor


Se não fosse a voz do silêncio
Para seu amor não seria atento
Eu detesto esta minha solidão
Que é regada em qualquer estação

Se não fosse a verdade das minhas mentiras
A saudade não passaria de suas intrigas
Eu fui um tolo que se envenenou
Pelo amor daquela que um dia amou

Se não fosse as rimas que colho da tristeza

Os meu versos seriam apenas fraquezas
De um homem que se diz solitário
E faz da multidão o seu mórbido calvário...  




Por Saulo Prado

2 comentários:

Alécio Souza disse...

"A solidão é fera, a solidão devora", já dizia o grande Alceu Valença na sua linda canção "Solidão". Gostei muito do poema!
Apareça no blog meu amigo poeta!
Abs

Nidja Andrade disse...

A solidão é também um refúgio de paz. Te sigo...

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