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quarta-feira, 10 de abril de 2013

“Tímido”


Eu não sei como conquistar alguém
Por isso da solidão sou refém
Eu não sei o que dizer naquela hora
Em que o amor no peito aflora

Eu não sei o que uma mulher quer ouvir
Os meus olhos não sabem mentir
Por isso eu fico sem jeito na frente delas
 

E me perco em meus excessos de cautelas

Eu juro; eu não sei o que dizer
Por isso acho mais fácil meus versos escrever
Na esperança de que uma mulher se apaixone
Por este homem que a vontade de amar consome...


 

domingo, 31 de março de 2013

Divergente

aço do destino minha ficção
Poesia não rima com a razão
Sou boca sedenta de beijo
O fogo aceso do desejo

Quero da vida uma aventura
Alguém que direcione minha conduta
Sou peregrino no caminho da paixão
O poeta que baila com a sua ilusão

E assim sou submisso ao amor
Destilo em versos o sabor da dor
Sou frase que não tem ponto final
O coração que sangra; por não ser de metal...

 

quarta-feira, 20 de março de 2013

Fugaz

Mentiras que menti para mim
O começo que começou pelo fim
Mais uma vez fui vítima da ilusão
Não era amor; e sim fogo de palha da paixão

Eu sei que sentimos algo especial
Mas foi só mais um amor de carnaval
Por algum tempo saciamos a nossa solidão
 

Mas acabou a nossa pequena conexão

Agora vá procurar outra pessoa
Ficar só por ficar muitas vezes mágoa
E eu não quero ser motivo para sua tristeza
Por isso te destilo o veneno; desta minha franqueza...
 

domingo, 17 de março de 2013

Feridas...

Dói em mim
Sentimentos que não consigo colocar um fim
Às vezes sou chicoteado pela saudade
De um amor que destilou em mim sua maldade


E assim vou chorando nas minhas escritas
Revelando ao mundo as minhas feridas
Como se fosse possível amenizar esta dor
De amar quem nunca me amou


Mas nem tudo é ressentimento
Ela teve um bom argumento
Por isso só me resta aceitar esta solidão
E viver com ela; somente no meu coração...

 
Saulo Prado

sábado, 16 de março de 2013

Delírio



Tenho medo de tentar outra vez
E me perder na possibilidade de um talvez
Eu sei que entre nós só existe o passado
Regado por sentimentos que ficaram abafados

Mas nem tudo no tempo se perdeu
Ainda existe uma amizade entre você e eu
E por mais que você tente não acreditar
Eu luto a batalha de tentar te reconquistar

Eu sei que dificilmente existe a possibilidade de um futuro
Mas eu preciso de um beijo seu para me sentir seguro
Eu quero me perder nesta louca irresponsabilidade
E junto ao seu corpo sufocar esta nossa saudade...

 

Na brasa da paixão




Nesta tentativa de tentar me decifrar
Eu sigo tentando conjugar o verbo amar
Em poesias que trazem pedaços inteiros de mim
Os versos vão se costurando sem chegar a nenhum fim

E como um Dom Quixote lutando contra seus moinhos de ventos
Eu sigo a louca batalha contra os meus sentimentos
Medo, carência, solidão, desejo e amor;
São os ingredientes deste meu teatro sem ator

Mas nem tudo neste meu mundo é ficção
Ouça os gritos em sussurros do meu coração
Que você ira perceber que aqui existe um homem
Que assim como o fogo queima a lenha; a paixão o consome...

Por/Saulo Prado

domingo, 10 de março de 2013

Ser Feliz é ser

Hoje eu decidi! Estou desistindo de desistir
A vida é uma dadiva; para quem tem coragem de persistir
E eu sei; que às vezes os problemas parecem grandes
Mas isto faz parte deste nosso insólito mundo de gigantes

Amanhã e sempre eu irei tentar mais uma vez
Acreditar que não seria possível; seria a maior estupidez
Para mim não me importa a onde esteja o meu destino
Eu o construo. Com esta minha paciência de peregrino

E assim; eu vou cantando desafinado, no coro dos contentes
Sem me importar; com os loucos que pensam que sou inocente
Pois eu sei. A felicidade é um estado de espirito
E é assim que eu danço a valsa; com todos os meus conflitos....


 

sexta-feira, 8 de março de 2013

Titã em minha pequenez



Tanto de mim em poucas letras
Os sentimentos não aceitam as regras
Por isso sempre escrevo sem nenhum pudor
As minhas loucas aventuras no jogo do amor

Tanto de mim em tão poucos versos
A poesia germina em meus destroços
Por isso eu a uso como meu louco divã
 

Nesta minha escalada de pequeno titã

Tanto de mim em pouca prosa
Sou eu; revelado de forma perigosa
E sem me preocupar com a plateia e o seu estrídulo
Eu curto minha liberdade sem ter medo do ridículo...


 

domingo, 3 de março de 2013

Indiretamente


Devaneios escritos por minhas mãos
Amor, raiva, desejo, e o fogo da paixão
Letras surgem na tela como se fossem sentimentos
E assim vou fotografando meus pequenos momentos

Domingo à tarde na frente do computador
Escrevendo minhas verdades com a mentira do amor
Depois de ontem, o amanhã será um talvez
Sexo sem paixão é a maior estupidez

Mentiras sinceras de um pseudopoeta
Espero que se perca nesta minha indireta
Não; poder ter certeza, eu não brinco com o seu coração
Só estou dizendo que eu e você; transamos com a ilusão...

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Separação





Caminhos indistintos aos meus
Sonhos que nunca foram seus
Beijos calados de sentimentos
Apenas retratos, retratam os bons momentos

Uma vida a dois que não existe mais
A esperança perdida em um só cais
Filhos que ditam esta relação
Um casal divido pela solidão

E assim  se precipita o fim
Do que um dia foi eterno pra mim
Mas por mais que hoje o que grita é a dor
Eu ainda ouço os sussurros do nosso amor...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Destroços que restam





Ouço a sua voz tão distante
As coisas não são mais como antes
O seu olhar perdeu o brilho
Enquanto minha vida sai do trilho

Sinto você se afastar
Parece que tem medo de me amar
Desculpe-me; se um dia te fiz sofrer
É que eu me perdi em meu querer

Não sei como será o futuro
Só sei que já me sinto inseguro
É o medo de te perde que me deixa assim
Por saber que só existe a solidão depois do fim...

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Trilha sonora

Busco sentido em uma nova palavra
Quero outro caminho na mesma estrada
Pedaços que um dia me fizeram inteiro
Hoje nada mais são do que outros janeiros

Como posso ser feliz dançando com a solidão

Parece um castigo este tango de desilusão
Eu nada mais quero; que querer novamente

E apagar este mísero amor que ficou em minha mente

E assim vou desenhando esta minha escrita

Relatos de um homem que quer voltar para a pista
Mas que se acostumou a ficar no canto do salão
Na espera de tocar novamente; a nossa antiga canção...

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Vida à deriva


Nas entrelinhas deste silêncio
Existe um grito de tormento
Um homem que chora por um amor
Colhe na saudade os espinhos da dor

E assim pela vida ele segue insano
Duelando com os seus próprios enganos
Submisso a uma esperança fugaz

Ele a espera com um buque no cais

Mas a vida o faz menino infeliz
Em busca do amor que ele mais quis
A mulher que é a sua primavera
Foi quem ditou esta sua eterna espera...

domingo, 12 de agosto de 2012

Refazendo-me


É tão grande esta vontade de mudança
É nela que mora toda a minha esperança
Corrigir todos os erros que me faz menor
E assim me tornar uma pessoa melhor
Mas não é fácil esta reconstrução
É uma luta constante contra os vícios do coração
Eu sou a pedra moldada pela água do mar
A escultura que só o tempo pode moldar

Mais mesmo assim eu sigo tentando
Pois aprender com os meus erros;
por enquanto é o meu único plano...


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Seus passos




Meu desejo é maior que minha vontade
E por isso eu me afogo nesta irresponsabilidade
Estou preso a um amor de uma mulher
E tudo o que eu quero é o que ela quer

Sigo o caminho dela como se eu fosse às pegadas
E assim vai ficando abandonada, esta minha estrada
Sou totalmente submisso a saudade deste amor
E não consigo reconhecer na solidão, o tamanho da dor

Por isso eu insisto a me apegar em uma falsa esperança
E como uma bala seu sorrio me ilude como se eu fosse criança
Mais tudo bem por enquanto ainda quero viver assim
Sonhando com este amor que um dia me disse que era o fim...

Saulo Prado

domingo, 29 de julho de 2012

Casal


Se tudo o que eu faço
Eu não tenho motivo para fazer
Se tudo que eu digo
Eu não tenho motivo para dizer
É porque eu sou a incógnita
Que existe entre eu e você
No passado houve sentimentos
E agora não passa de eternos momentos
A angustia dominou o nosso coração
E o que era felicidade, virou decepção
Mais tudo bem, vamos seguir assim
Eu odiando você, e você me odiando até o fim...


 
Saulo Prado

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Melancolia



A  tristeza tão presente como o ar
Compõe esta minha forma de chorar
Aqui; bem no fundo deste poço
As lágrimas refletem as angustias deste moço

Busco em cada detalhe uma esperança
Em uma poesia, ou em um sorriso de criança
Esta dor esta pungente em minha alma
E não encontro nada que me traga de volta à calma

Assim como os versos tristes destes refrãos
Danço no baile desta minha decepção
Sonhando com o novo dia que vai nascer
Quem sabe amanhã; a tristeza vá embora, e eu deixe de sofrer...


Saulo Prado

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