Pensar diferente não nos torna inimigos. A democracia precisa de respeito, não de ódio.
Saulo Prado
"Um caso perdido um amante da lua, um incompreendido, um lixo da rua é que sou poeta e poeta é louco, tem amor demais, tem de tudo um pouco"
ELEIÇÃO DIVIDIDA
Fim de eleição,
O país respira tensão.
De um lado, o bem; do outro, o mal,
Como se o preto e o branco fossem o normal.
Não existe ninguém perfeito,
Todos os lados têm seu defeito,
Mas cada um, do seu jeito,
Carrega a perfeição no peito.
E agora, o que devo fazer?
Já não há tempo para aprender?
Se pensar virou traição,
Onde foi parar a razão?
Discursos inflamados, promessas ao vento,
O povo dividido, refém do momento.
Enquanto uns disputam o poder,
Outros lutam para sobreviver.
Se a eleição chegou ao fim,
Por que a guerra continua assim?
Se todos dizem ter razão,
Quem vai cuidar desta nação?
Entre bandeiras, ódio e ilusão,
Esquecem o povo, esquecem a união.
Pois quem transforma o outro em inimigo
Faz da democracia o próprio castigo.
E quando a disputa terminar,
Quem terá coragem de escutar?
Porque vencer uma eleição;
Não é o mesmo que comandar uma nação.
Por Saulo Prado
Quando a crueldade aparece, muitos perguntam: "Onde vai parar a humanidade?"
Eu olho ao redor e vejo que ela continua no mesmo lugar: entre o erro e a tentativa, entre a queda e a reconstrução.
Somos contraditórios. Somos imperfeitos. Somos obra inacabada.
A humanidade não é o caos.
A humanidade é o caos tentando se acertar.
— Saulo Prado
Existe silêncio
nesse barulho.
Bem lá no fundo
eu escuto.
Silencioso.
Tão calado
quanto a sua voz.
São destroços
do que restou
de nós.
Por Saulo Prado
Atemporal é a briga entre o bem e o mal.
Nosso amor, águas
de março fechando o verão.
Entre você e eu… não resta mais
conexão.
Foi intenso, foi bonito, foi além do prazer.
Não foi só
desejo; teve o furor de amar e viver.
E, mesmo com o fim, não
deixamos espaço pra sofrer.
Por isso, é hora de buscar novos horizontes,
seguir
caminhos, abrir novas pontes.
Por Saulo Prado
Sou eu, o que avança em batalha,
Que enfrenta o tempo, o aço da mortalha.
Sou quem luta, no palco ou na estrada,
Agonista da vida, alma calejada.
Desbravo o incerto, destemido guerreiro,
O corpo cansa, mas segue inteiro.
Na dança do destino, sou quem guia,
Mesmo que a dor se esconda na alegria.
Agonista, sou a chama que não se apaga,
O sopro do vento que a montanha afaga.
No duelo dos dias, com a noite fria,
Eu sou o verso que desafia.
Carrego no peito a força que persiste,
Mesmo quando o chão se faz um abismo triste.
Sou o eco da esperança que grita,
Na arena da vida, minha alma palpita.
Se a luta é eterna, sou eterno também,
Agonista do agora, do sempre, do além.
Na contramão do silêncio, sou voz que insiste,
Sou o que vive, o que sente, o que resiste.
Existe um medo latente
Filho de um amor inconsequente
Eu me entreguei sem nenhum pudor
A dona de um coração usurpador
Ela fez o que quis de mim
E me deixou mesmo depois de ter dito sim
Agora eu vivo esta intensa dor
De enxergar o mundo sem nenhuma cor
Mas tudo não passou de uma lição
Não devemos nos entregar as intrigas do coração
E mesmo destroçado eu não foi desistir
Com a fé e o amor eu vou me reconstruir....
Pincelo palavras sem encanto
Sou poeta sem inspiração
Pois coleciono dores no coração
Mais uma vez vou ter que decidir
Sigo em busca do amor, ou vou desistir
Mas eu sou um homem persistente
Mesmo triste, me faço de contente
Pois acredito muito no otimismo
E querendo voar, encaro de frente o abismo
Por isso eu digo; eu não estou derrotado
É apenas um coração que esta desafinado....
Por Saulo Prado
Dentro do silêncio eu vejo o escuro
Trancado no quarto me sinto seguro
Fugindo da triste angustia de existir
Acabo me escondendo do poder de sentir
Mas irei quebrar as algemas do medo
Nem que precise revelar o meu segredo
Sou filho do sol e distante da terra
Sou a paz que insiste, em fugir da guerra
Mas meus delírios não dizem quem sou
Talvez poeta em busca de um novo amor
Assim vou escrevendo as minhas loucuras
Destilando nas palavras a sede de uma aventura...