ELEIÇÃO DIVIDIDA
Fim de eleição,
O país respira tensão.
De um lado, o bem; do outro, o mal,
Como se o preto e o branco fossem o normal.
Não existe ninguém perfeito,
Todos os lados têm seu defeito,
Mas cada um, do seu jeito,
Carrega a perfeição no peito.
E agora, o que devo fazer?
Já não há tempo para aprender?
Se pensar virou traição,
Onde foi parar a razão?
Discursos inflamados, promessas ao vento,
O povo dividido, refém do momento.
Enquanto uns disputam o poder,
Outros lutam para sobreviver.
Se a eleição chegou ao fim,
Por que a guerra continua assim?
Se todos dizem ter razão,
Quem vai cuidar desta nação?
Entre bandeiras, ódio e ilusão,
Esquecem o povo, esquecem a união.
Pois quem transforma o outro em inimigo
Faz da democracia o próprio castigo.
E quando a disputa terminar,
Quem terá coragem de escutar?
Porque vencer uma eleição;
Não é o mesmo que comandar uma nação.
Por Saulo Prado

Nenhum comentário:
Postar um comentário