sexta-feira, 4 de abril de 2014

Eurídice




O poeta se alimenta de tristeza
Para enfeitar a sua vida de beleza
Ele mendiga da dor o amor
Como se um fosse o espinho, o outro a flor

E em sua fabrica de felicidade
Um dos ingredientes é a saudade
Saudade de algo que ele não viveu

O poeta busca a busca de Orfeu

Mas seu caminho não é igual
Sem os versos, ele é um mero mortal
Que se envenena com a sua vida
Sabendo que a morte é a única prometida...

 



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2 comentários:

Franciéle Romero Machado disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Franciéle Romero Machado disse...

Sensações que os poetas tem e desejos também. Através da tristeza existe a vontade de tirá-la, mas como? Escrevendo, por isso o poeta se alimenta da tristeza e ao mesmo tempo sonha tanto com o amor pata que acabe com a dor. Sim é a sensação comum, para que nós poetas não se sintamos pessoas comuns que passam sem sentir e portanto sem escrever. Belo poema, me fez refletir!

Abraços e uma boa noite.
Aguardo sua visita em meu blog, postei um novo poema!

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