sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Inexplicável



Fico perdido em tanto sentimento
Por isto em letras eu me reinvento
Sou um rascunho de um poema pra lua
No qual só a sensibilidade flutua

Em cada verso que escrevo
Trituro a alma de meu medo
Medo desta pequena grande solidão
Que devora aos poucos o meu coração

E faço assim minha sina de poeta
Cuspo pra fora o que me afeta
Sem me preocupar com o ridículo
São com estas palavras que eu me explico...


Saulo Prado

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Lagrimas de Verão



Mundo que ainda não conheço
Amor que me virou pelo avesso
Horizonte que fugiu de mim
Um desejo que começou pelo fim

Foi um sonho bom, aquela paixão
Pena que foi, uma aventura de verão
Seus olhos me mostram o caminho
E eu não sei como; fui acabar sozinho

Mas eu sou, um bom perdedor
Sofro calado, e sufoco a minha dor
As lagrimas que ainda me sobram
Servem para regar, o fim de nossa linda historia...


Saulo Prado

sábado, 21 de novembro de 2009

Don Juan e seu pecado



Busco em cada mulher
Uma nova emoção
E eu sou a maior vitima
Deste meu bandido coração

Sou o refém, da minha
Promíscua sensação
Um menino perdido
Em um parque de diversão

Amo todas elas,
Com a fome da paixão
Mas no fim da festa, sempre acabo,
Dançando um tango com a solidão...
Saulo Prado

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cazuza



Alguma coisa tem que dar errado
Para o certo que sou incerto
Uma fagulha de tristeza no que escrevo
Reflete o meu súbito constante exagero

Sou a canção de uma profecia
A cura que a vida ensina
Uma overdose de reação
A euforia mesclada com a decepção

A vida realmente vivida
É para quem não tem medo da partida
Eu fui um cara de muita sorte
Por isso termino a vida esperando a morte...


Saulo Prado

terça-feira, 17 de novembro de 2009

2012



O fim do mundo se aproxima
E nós ainda não entramos no clima
Guardamos ouro e metal
E descuidamos do espiritual

Somos chacal em busca de carne
Esquecendo que o corpo morre, no desencarne
Usamos pele de cordeiro
Mas a mascara cai em nome do dinheiro

O nosso pecado é não fazer nada
E nos trancarmos, dentro de casa
Enquanto o mundo se destrói lá fora
“Uma” crianças morrendo de fome, chora...


Saulo Prado

sábado, 14 de novembro de 2009

Poema que virou canção

Hoje vou postar um vídeo do Youtube, este vídeo é de um poema meu que o Vladimir Montenegro Leão, transformou em canção, este é apenas o esboço que o Vladimir fez da musica resquício.

Quero dedicar este poste a todos os seguidores do Blog Meu Mundo Quadrado, mas principalmente a duas amigas que desde o inicio do Blog me apóiam e me inspiram com os textos belíssimos que elas escrevem; dedico a Sandra Botelho do Blog Meu Aconchego e à Sonia Regina do Blog Eu vou gritar pra todo mundo ouvir.





Ps: O vídeo foi feito pela Sandra Botelho
A voz e melodia é de Vladimir Montenegro Leão
A Letra de Saulo Prado

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Morfina




À noite me envenena
Com a insônia e seus esquemas
Sou vitima de minha sensatez
E danço no silêncio, um tango japonês

Destilo minhas dores em palavras
E o veneno é mais forte nas madrugadas
É quando a saudade é mais latente
E da morfina de meus versos sou dependente

E assim conspiro com o destino
Fazendo da angustia meu labirinto
Reflexos de sentimentos, perdidos em meu coração
Faz de um torto refrão, um poema de minha sórdida solidão

 Saulo Prado

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Protótipo de um poema



Não me chame de poeta
Sou apenas um escultor de palavras
O poeta pinta o dia de madrugada
E faz da inocência sua libertina namorada

Não sou poeta por não ser eterno
Mas me enceno no que é sincero
O poeta brinda o amor com a paixão
E transforma o ódio em um simples refrão

Mas quero deixar bem claro
Que a poesia faz parte do meu itinerário
Leio os poetas para ficar inspirado
E fazer minha escultura sem usar o dicionário...


Saulo Prado

sábado, 7 de novembro de 2009

Identidade



Eu sou o caco da vidraça
O grito de arruaça
Eu sou a solidão do silêncio
E a eternidade deste momento

Eu sou a poeira da lua
O sonho que não flutua
Eu sou a insipiência do dinheiro
O corpo partido ao meio

Sou a musica sem som
No beijo, sou o batom
Sou o amor sujismundo
Sou as dores e alegria do mundo...



Saulo Prado

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Apatia



Não tenho mais o que dizer
As palavras conseguiram se perder
Estou oco de sentimentos
E amor não é mais o meu passatempo

Tornei-me um homem frio e calculista
Quando ela me riscou de sua lista
Não pude suportar a solidão
Por isso tranquei o meu coração

Agora escrevo versos sem paixão
E as palavras nascem pintadas pela ingratidão
Poesias que parecem cálculos matemáticos
Revelam a alma deste ser apático....


Saulo Prado 

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Amor


Um amor que não se cansa
Um amor que se emana
Um amor que não se dói
Um amor que nunca corroí

Um amor que se conquista
Um amor que sempre fica
Um amor que se pode dar
Um amor que não quer esperar

Um amor que esta aqui
Um amor que busca por ti
Um amor que faz parte de mim
Um amor que nunca vai ter fim...


Saulo Prado

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Fábula de um aprendiz

Sentimentos perdidos,
Em meu mundo de conflitos
Uma sede de transformar-me,
Dita o que quero conquistar

Vai alem do material,
E transcende o transcendental
Vivo nesta angustia da busca,
Tentando me apegar ao que é real

Sigo uma só filosofia,
A do amor sendo o oposto da covardia
Não quero nada que não possa doar,
E conquisto tudo que a verdade pode me dar

Não! Eu não sou um santo,
Mas sim um ser humano dotado de fé
Fé que me leva ao mundo da imaginação
Onde o céu não é o limite, mas sim o coração... 


Saulo Prado

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