quarta-feira, 29 de abril de 2009

Migalhas da poesia


Versos pequenos,
não entendo

Mas tento

são só pequenos
os versos,

mas grande

É a poesia

dos versos pequenos

Às vezes eles vem
com o vento
perdidos no tempo

Em pequenos momentos
de solidão....

Saulo Prado

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Meu aconchego


Nunca tive fome da insaninade

Como tenho agora

Você me destilou, a loucura,

Fazendo dela a minha única cura


De agora em diante a tomarei em pílulas

Toda vês que a realidade me rondar

Transformando a demência

Em minha forma santa de amar


E assim, serei um louco feliz

O mais novo aprendiz;

Aprendendo que ser doido

É bem melhor do que se diz...



Saulo Prado


PS: “Visitem o blog Meu Aconchego, e descubra o lindo texto, denominado insônia, que me expirou estes versos”

http://vidaseverdades.blogspot.com/

domingo, 26 de abril de 2009

Necessária mentira


A verdade morde a ilusão

E faz da vida fato

Precisamos de fato da verdade

Mas é a mentira que deixa a vida colorida


Cor de paixão, mistério e traição

São temperos indispensáveis para a emoção

Mas cabe a você medir a dosagem

Se ultrapassar a sensatez

Ai sim; tudo complica de vez


Uma mentirinha às vezes pode

Para evitar algum bode

Mas faça com paixão

Pois, só assim o pecado tem perdão....



Saulo Prado


sábado, 25 de abril de 2009

Boêmia


Já fui dono de um mundo proibido

No qual para mim não havia perigo

La a orgia era conseqüência

Da minha falta de demência


Bebidas regadas por mulheres

Alimentavam o doce sabor

Da inocência, causada

Por minha velha adolescência


O desejo falava mais alto

Do que a razão, enquanto

A angústia mordia o meu coração.

Eu sambava ao som da incompreensão...




Saulo Prado

terça-feira, 21 de abril de 2009

Moinhos de ventos


Cada vez que
escuto o seu grito
é como se os moinhos de ventos
soprassem a felicidade em mim

Uma caricia do tempo
em que perdeste lendo este
poeta por “ti”

Versos são feitos a tua revelia
e da noite faço nossas fantasias
mastigadas e trituradas em forma de poesia.....

Saulo Prado

Os moinhos que me sopraram a expiração, e a imagem, para estes versos, vieram do Blog ...eu vou gritar pra todo mundo ouvir... , Blog este que é uma fonte de encantos....

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Setas dos sentimentos

Um cantinho para nos dois

E um vinho para depois

Um sorriso seu, todo tímido

Quando minha mão

Percorrer este seu corpo lindo


Um som a meia luz

Enquanto o desejo nos conduz

Gestos de uma atração

São como setas

Indicando a direção


Oásis ofuscado pelo mar

Vento, e brisa a nos velar

No cais da emoção juntos

Adubamos nossa Paixão...


Saulo Prado

domingo, 19 de abril de 2009

Retrocesso de paixão


Ola
Tudo bem?
Com o velho amor também...
Ele continua aqui! Guardado, tímido e acuado
Continua juvenil; só em meu rosto, as rugas surgiram

Ele tentou se iludi, com falsos amores, longe de ti
Mas ao te rever, o coração voltou a doer
E eu tornei a ficar a sua mercê

Será que adianta eu te declarar
Ou será que mais uma vez eu irei chorar
Mas não custa tentar. Vou pro tudo ou nada
E da guerra que fugi; vou tenta me redimir
Jogarei tudo pro alto; só para ter você
Mais uma vez em meus braços....






Saulo Prado

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Roubando gotas das águas de março

Tenho medo

De perde a expiração

E não conseguir mais

Escrever com o coração


Tenho medo de quando

"As águas de março

Fechar o verão"

Eu tenha que usar este refrão


Roubado do poeta

Que embala esta canção


"É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É à noite, é a morte, é um laço, é o anzol"
 
É promessa de vida;
Em todos os corações 
De quem acredita que a poesia,
Ainda vive,
Mesmo depois das decepções....


Saulo Prado



quinta-feira, 16 de abril de 2009

A la luna, a ti, mi cielo


Em um minuto sem sono

Escrevi estes versos te compondo

Pincelei você assim

Menina com cheiro de jasmim


Usei todo mistério da lua

Para te colori,

E o brilho das estrelas

Para me conduzir a ti


Encontrei-te em meu sonho acordado

E me entreguei mais uma vez enamorado

Um ser totalmente enfeitiçado, pelo prateado

Que da lua foi roubado...



Saulo Prado

terça-feira, 14 de abril de 2009

Mito Tupi


Negros olhos azuis
Sua pequena luz me conduz
E encaminha-me ao doce sabor
Do seu paladar, veneno salubre
Em poucas doses, para celebrar

Nos confins de tua nuca
Meus lábios começam a velar
Suspiros e gemidos simetricamente
Orquestrados, só para me atiçar

Suas mãos sujas; fazem-me sentir
A delicadeza do perigo
Que é, de me entregar; só para ti!
Linda Medusa dona deste
Mero Poseidon, desta plaga tupiniquim....






Saulo Prado

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Confissões de um ex-adolecente


A muito me entreguei ao

Desejo de me dominar

Zombei da sorte,

Deixando a vida

Escolher o seu norte


Fiz dos sonhos acasos

E dos casos?

Sórdidos sonhos


Dancei com a irresponsabilidade

Um tango japonês

E destruí o que não havia construído

Por achar que para mim nada era proibido


Mais cai!

Do meu pequeno pedestal

E descobri, que o mundo

Não era o meu umbigo


E sim, apenas um abrigo

Aonde eu fingia ser;

meu maior inimigo...



Saulo Prado

sábado, 11 de abril de 2009

Luxúria


Sem luxo e sem lixo
Deixo-me à mercê
Dos seus caprichos
E dos seus beijos, ilícitos

Preso ao sentimento atroz
De render-te, corpo e alma
Para sua devoção,
Que se baseia
Em me amar só por tesão

Entrego-me ao jogo de suas pernas
Tornando-me, o seu brinquedinho de prazer
Faço do orgasmo, a prova cabal.
Para o amor se render.
E mais uma vez eu pertencer
Somente a você.....




Saulo Prado

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Errando para acerta


"Para me encontrar

Entreguei-me ao desejo

De se perde,

Surfando meus carmas,

Ao som de um bom Rock Roll,


Catando as pedras do meu caminho

E atirando em quem me atirou;

Vingança tola, do meu ego,

Mas é a estes vícios,

Que eu me entrego.


E assim sigo minha jornada de erros,

Fazendo dos poucos acertos,

Escada para o céu!"





Saulo Prado

sexta-feira, 3 de abril de 2009

1+1=0


O nosso amor é um
Calculo matemático
Infiltrado no meio da poesia
E na cama quebramos regras
Fazendo do lençol

O nosso único cúmplice


Jogado ao chão

Na espera de se tornar

Lenço dos nossos sentimentos

É assim que entre quatro paredes

Desenhamos a nossa simetria

No desejo fugaz de que nunca

Amanheça o dia

Mas o desejo se acaba

No ápice do tesão

Transformando a noite

Em mais um tempo de
solidão a dois...


Saulo Prado

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Êxtase


Cato vento no tempo

para fazer bolinha de sabão

masco chicle para

beijar-te com paixão


Endosso o veneno

para te fisgar

em uma maneira santa

de te dominar


Sou sua droga injetável

penicilina em poucas doses

maneira suja de te amar

embasado no vicio de te deseja...



Saulo Prado

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